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Beethoven - Sinfonias nºs 5 e 7 CD
OSESP
R$ 33,90 

Apresentação
Faixas
Ficha Técnica
Apresentação

A parceria entre Osesp e Biscoito Fino lança CD com as Sinfonias número 5 e 7 de Beethoven, interpretadas pela Orquestra, com regência do maestro John Neschling.

LUDWIG VAN BEETHOVEN – Sinfonias nº5 e 7

SINFONIA Nº 5 EM DÓ MENOR, OP.67

Beethoven começou a escrever sua Quinta Sinfonia em 1805, imediatamente após ter terminado a Terceira. Entre as duas há uma óbvia afinidade expressiva, um sentimento de exaltação usualmente descrito pelo termo ‘heróico’ que, por isso mesmo, Beethoven associou à Terceira. A idéia central da Quinta é tão poderosa e avassaladora que é difícil entender como Beethoven conseguiu interromper a composição e deixá-la de lado durante todo o ano de 1806, para só retomá-la em 1807. Felizmente, no início de 1808 a obra estava pronta. O que teria levado Beethoven a interromper a composição da Quinta? A primeira hipótese é que Beethoven parou a Quinta para escrever a Quarta, uma obra mais leve e bem humorada. A mais óbvia possibilidade foi um envolvimento afetivo justamente naquele ano. É ainda possível que Beethoven tivesse realmente hesitado sobre os caminhos que a Quinta o estariam levando. Essa sinfonia nos parece hoje tão familiar que não nos damos conta da novidade que ela representou no seu tempo. Não há introdução lenta, nem fanfarra de abertura, como era costume. Começamos em plena ação dramática. O motivo inicial da Quinta é provavelmente a idéia musical mais conhecida de toda a história da música. A beleza dessa poderosa interjeição musical cresce na proporção direta de sua ambigüidade. Nesta obra Beethoven utiliza pela primeira vez três trombones em suas sinfonias. Mas o verdadeiro ‘ovo de Colombo’ de Beethoven foi perceber que esse motivo conciso, uma vez submetido a sucessivas transformações, prestar-se-ia à construção de um discurso musical inteiramente baseado na sua repetição obsessiva. Não só o primeiro movimento é construído a partir do motivo inicial, mas, a rigor, todos os quatro. Embora o impacto inicial do primeiro movimento fique indelevelmente fixado na nossa memória, o ponto culminante da obra está no último, que também utiliza uma derivação do ritmo original. Dentre os quatro movimentos, é o mais longo e o mais elaborado, o que apresenta as sonoridades mais poderosas. O primeiro movimento expressa o sentimento de conflito e luta, enquanto os seguintes progridem gradativamente para sua superação, culminando no sentimento de exultação e vitória do final.

SINFONIA Nº 7 EM LÁ MAIOR, OP.92

A figura de Beethoven que prevalece em nosso imaginário é a de um compositor temperamental, sujeito a ataques repentinos de raiva. Essa imagem pode ter correspondido à realidade em certos períodos de sua vida, mas não é a representação de sua personalidade. Na verdade, o lado alegre e jocoso de sua personalidade contrabalançava os aspectos anti-sociais. O clima da Sétima Sinfonia é um reflexo desse lado excêntrico do compositor. Richard Wagner chamou-a de “apoteose da dança” pela insistência com que usa ritmos obsessivos. É uma peça cheia de brincadeiras musicais. A despeito dos aspectos cômicos, a Sétima transmite uma sutil impressão de grandeza. Ainda assim ela não é a mais extensa, nem a mais veemente, nem a que traz as novidades formais mais importantes. Sua grandeza provém talvez da originalidade no tratamento dos materiais quase que banais, da vivacidade do discurso, do poder de concentração expressiva. E certamente de sua inesgotável propulsão rítmica. A Sétima foi terminada em 1812 e sua estréia foi um acontecimento memorável que mobilizou toda a cidade de Viena. A apresentação, regida pelo próprio compositor, foi na Grande Sala da Universidade, em dezembro de 1813, em benefício dos soldados feridos na batalha de Hanau contra as tropas napoleônicas. Na platéia estava presente um jovem desconhecido de 15 anos, chamado Franz Schubert. Não é por acaso que as sinfonias de Schubert tem uma afinidade muito maior com a Sétima do que com as outras. Diferentemente das demais, esta foi recebida com entusiasmo, merecendo inclusive pedido de bis.
(Alexandre Felix – OSESP)
Faixas
1 Sinfonia nº 5 em Dó Menor, Op. 67
1 Allegro con Brio   7m32s
2 Andante con Moto 10m11s
3 Allegro (Attaca) 5m51s
4 Allegro 11m11s
5 Sinfonia nº 7 em Lá Maior, Op.92
5 Poco Sostenuto / Vivace 14m49s
6 Allegretto 8m39s
7 Presto   7m56s
8 Allegro Con Brio 9m22s
Ficha Técnica
Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
São Paulo Symphony Orquestra

John Neschling
diretor artístico e regente titular
artistic director and principal director

Emmanuele Baldini
Spalla / Concertmaster

Jakob Andreas Haendel
Engenheiro de gravação / Recording engineer

Rodolfo Coelho de Souza
Textos / Texts

Marion Mayer
Tradução / Translation

João Musa
Fotos / Photos

Kiko Farkas / Máquina Estúdio
Projeto gráfico / Graphic designer

Gravado nos dias 22, 23 e 24 de setembro de 2005 na Sala São Paulo.
Recorded on the 22th, 23th, and 24th September 2005 at the Sala São Paulo.


www.osesp.art.br

UMA REALIZAÇÃO BISCOITO FINO

Direção geral: Kati Almeida Braga
Direção artística: Olivia Hime
Coordenação de produção: Renata Mindlin

www.biscoitofino.com.br
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