
Hoje é aniversário de Francis Hime, um dos maiores músicos do paÃs. Parceiro de nomes como VinÃcius de Moraes e Chico Buarque, Francis tem uma sólida carreira e já foi gravado por Paulinho da Viola, Maria Bethânia, Elis Regina, Milton Nascimento, Gal Costa, entre outras estrelas de primeira grandeza da MPB. Recentemente, Francis retornou ao seu trabalho com música erudita e acaba de lançar o Concerto para Violão e Orquestra, que traz o solista Fábio Zanon ao lado da Osesp. Nada melhor que a música do próprio Francis Hime para celebrar a carreira dedicada à produção da boa música. O presente é de todos nós.
Você confere abaixo a música Um dueto, nas vozes de Francis Hime e Gal Costa, faixa que está presente no disco Duetos 3:

Maria Bethânia tem uma relação Ãntima com as palavras. Em seus shows, costuma pontilhar poesias entre as canções. A escritora portuguesa Maria Gabriela Llansol afirmava que Bethânia era uma “cantora de leituraâ€. Diante dessa relação especial com as letras, ela se prepara para um espetáculo diferente. Bethânia e as Palavras entra em cartaz no dia 3 de setembro no Teatro Fashion Mall, no Rio de Janeiro, e se apresenta também nos dias 4, 5, 10, 11 e 12.
Acompanhada pelo violonista Luiz Brasil e pelo percussionista Carlos César, Bethânia vai recitar poemas e fragmentos de textos de autores como Fernando Pessoa, Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, Sophia de Mello, Fausto Fawcett, entre outros. E como música também é poesia, ela apresenta ABC do Sertão (Luiz Gonzaga), Romaria (Renato Teixeira), Último Pau de Arara (J.Guimarães/Venâncio/Corumbá), Estranha Forma De Vida (Amália Rodrigues), Marinheiro Só (domÃnio público/adaptação Caetano Veloso), Dança da Solidão (Paulinho da Viola) e Menino de Jaçanã (Luis Vieira/Arnaldo Passos).
Confira a leitura de Eros e Psique, de Fernando Pessoa, feita por Bethânia para o documentário Palavra Encantada, de Helena Solberg:

Hoje é aniversário do cantor e compositor Paulinho Moska, e pra comemorar, ele faz o show de lançamento do projeto Muito Pouco, a partir das 22h, no Canecão, no Rio de Janeiro. Muito Pouco são dois discos que trazem sonoridades diferentes, mas que estão ligados pela criatividade e poesia do artista. Portanto, quem quiser cantar parabéns para o Moska, não perca o show. Aliás, aproveite para se presentear e leve os discos pra casa. No mais, felicidades para o nosso querido Moska!

Já tem programa pra hoje à noite? O Blog da Biscoito Fino dá a dica para passar a noite em boa companhia e com música de qualidade. O programa Zoombido, do Canal Brasil, recebe o cantor e compositor Carlinhos Vergueiro, que vai bater um papo com o apresentador Paulinho Moska sobre o processo criativo do artista. Lógico que não vai faltar boas histórias nem músicas de primeira. Carlinhos Vergueiro relançou recentemente o disco Contra-Ataque, que reúne samba e futebol e traz homenagens a grandes jogadores. O Zoombido vai ao ar a partir das 21h30, com reprises na sexta, às 16h e sábado às 13h.

Esse é para colocar na agenda como compromisso imperdÃvel. Leila Pinheiro lança o show do disco Meu segredo mais sincero, em que ela interpreta canções do amigo Renato Russo, dias 10 e 11 de setembro, no Teatro Rival Petrobras . A apresentação conta com elementos que evocam o universo em que o lÃder do Legião Urbana se formou, como imagens de BrasÃlia, filmes do começo do século e imagens dos anos 80.
Leila já surpreendeu seus fãs ao gravar um repertório diferente dos clássicos da MPB aos quais está habituada. Apesar de gravar músicas de rock, ela mantém sua interpretação marcante e delicada, que casam perfeitamente com as canções de Renato Russo. O show promete.
Enquanto isso, experimente a faixa Há Tempos:

Todo mundo já ouviu e curtiu Muito Pouco do Moska, certo? Para quem está no Rio de Janeiro, esta é a oportunidade para ver ao vivo o novo trabalho do cantor e compositor. O Moska faz o show de lançamento nesta sexta-feira, dia 27, a partir das 22h, no Canecão. Na verdade, Muito Pouco são dois discos. Muito traz músicas com sonoridade forte, com bateria em todas as faixas, mas sem deixar de lado a leveza caracterÃstica do artista. E Pouco vem com a música na medida certa para ouvir e relaxar em casa.
Quem não estiver no Rio de Janeiro pode comprar o disco no site da Biscoito e aguardar o show do Moska em sua cidade. E quem estiver na cidade maravilhosa já pode marcar na agenda, o programa para esta sexta-feira. Enquanto isso, fiquem com o aperitivo Oh My Love, My Love, interpretada pelo Moska, com participação de Maria Gadú e do americano Kevin Johansen:

Foto: Divulgação
Quem curtiu o espetáculo, CD e DVD Sassaricando, que trouxe de volta a alegria das marchinhas de carnaval, tem que ficar de ouvido bem aberto para a novidade da Biscoito Fino. O álbum duplo É com esse que eu vou traz o repertório do espetáculo homônimo que está em cartaz no Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro. O musical apresenta sambas de rua e de salão da década de 40, resgatando o clima dos carnavais cariocas nos anos dourados. Mesmo quem não viveu essa época sente vontade de vestir a fantasia de pierrô e soltar confetes pela rua. O disco já está a venda, mas você pode experimentar um pouquinho por aqui. Confira o vÃdeo com o ensaio do elenco:

Tom Zé só nos dá alegria: a nós, ouvintes de canção que, além da emoção catártica, buscamos emoção reflexiva. A obra de Tom Zé revitaliza sons, temas e signos que, comumente, passam desapercebidos pelo compositor em geral. Tom Zé encarna o Homo ludens, categoria absolutamente primária da vida, tão essencial quanto o raciocÃnio (Homo Sapiens) e a fabricação de objetos (Homo Faber). De fato, Tom Zé joga (brinca) com as três categorias, no exercÃcio de composição.
No cancioneiro de Tom Zé, os astros todos dançam. Tropicalista, em lente luta, todos os olhos voltados para o pensamento, Tom é um inadaptado: não se adapta à s imposições do contexto, está sempre no desvio. Movido pela inquietação, seus olhos revisam o passado para criar presentes (sonoros). Aliás, como ele próprio afirma: “Tudo só se acha no passado”.
Assim é, também, o sujeito de “Tô”, de Tom Zé e Elton Medeiros (Pirulito da ciência, 2010). Sempre se posicionando no avesso na situação colocada para si. Os versos vão surgindo como degraus que montam uma cadeia de significantes que resultam na postura (verbo no presente) “tô”.
A letra estimula uma sensação de entorpecimento dos sentidos auditivos (explicando para confundir), haja vista a profusão de inversões de sentido que ela expressa, quebrando com a expectativa do ouvinte. Um exemplo: “Tô estudando pra saber ignorar”. Em geral, estudamos para não ignorar, mas, irônico, o sujeito desconstrói tal assertiva erudita.
Os versos-obstáculos ora são ultrapassados, ora são desviados, mas o sujeito não deixa de estar. Deste modo ele finda por rascunhar um perfil do “ser”, como que sugerindo: “gosto de ser e de estar”, ou “sou onde estou”.
A medodia acompanha os movimentos deste sujeito que é/está nas frestas (dobras): a mão bate no instrumento ao ritmo da entoação do sujeito. Deste modo, avanços e recuos ajudam a desenhar a dança da própria canção, já que a melodia confirma aquilo que a letra diz.
Tô”, portanto, é uma canção que se desdobra para dentro: investigando a si mesma, suas possibilidades de ir indo, voltar voltando e estar estando. O fato da canção (a voz que canta) dizer que está se “despedindo” também é outro indÃcio do desdobrar-se para dentro. As notas que sobram, da divisão da voz e da música, são, por sua vez, também incorporadas à este sujeito-canção inadaptado, inquieto.
“Tô” é embate erótico-amoroso da canção consigo mesma; do sujeito consigo mesmo e um convite para que o ouvinte entre no jogo, suspenda o juÃzo e reveja suas certezas.
Por Leonardo Davino, do blog Música para blogar
Gostou da análise? Ouça a música Tô e tire suas conclusões:

O músico nova-iorquino Scott Feiner e a cantora e compositora Joyce dividem o palco pela primeira vez no Projeto Sete em Ponto, no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, dia 24 de agosto, às 19h. Scott era guitarrista de jazz, mas em 1999, se apaixonou pelo pandeiro e adaptou a batida do instrumento ao jazz. No show, o americano apresenta músicas dos discos Pandeiro Jazz e Dois Mundos, este último lançado pela Biscoito Fino. Já a brasileira Joyce traz sucessos de sua carreira e canções de seu disco mais recente, Slow Music. Os dois prometem muitas surpresas para o público. Portanto, quem estiver no Rio, não perca a chance de ouvir boa música.

A cantora Clara Sandroni se prepara para lançar seu segundo álbum solo pela Biscoito Fino, 11º da sua carreira. Em 2004, a gravadora relançou seu terceiro disco, Clara Sandroni, de 1989. O tÃtulo do novo trabalho, Gota Pura, foi extraÃdo da faixa Laser, de autoria de José Miguel Wisnik e Ricardo Breim. Acompanhada apenas do piano de Paulo Malaguti, Clara traz releituras de Chico Buarque, Dorival Caymmi, Luiz Tatit, Caetano Veloso e João do Vale. O álbum está no forno da Biscoito e será lançado até o fim do mês.
Confira as faixas que estarão em Gota Pura:
1 – Laser – José Miguel Wisnik e Ricardo Breim
2 – Já passou – Chico Buarque
3 – Aos pés da Santa Cruz – Marino Pinto e Zé da Zilda
4 – CajuÃna – Caetano Veloso
5 – Iracema voou – Chico Buarque
6 – Quase – Luiz Tatit
7 – Ladeira da Memória – Zé Carlos Ribeiro
8 – Moreninha, se eu te pedisse – anônimo
9 – Na asa do vento – João do Vale/ Luiz Vieira
10 – Linda flor – Henrique Vogeler/Candido Costa/ Luiz Peixoto/ Marques Porto
11 – Carioca – Chico Buarque
12 – Rosa Morena – Dorival Caymmi
13 – Desafinado – Tom Jobim e Newton Mendonça
Com informações do blog Notas Musicais, de Mauro Ferreira.