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Apresentação |
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 Nas palavras do poeta Hermínio Bello de Carvalho, Dona Edith do Prato é uma espécie de cartão postal sonoro da Bahia. Nascida há 87 anos em Santo Amaro da Purificação, região do Recôncavo Baiano, Dona Edith surgiu para a música brasileira há exatas três décadas, com uma participação indelével no disco Araçá Azul, de Caetano Veloso. Na faixa de abertura do álbum, Dona Edith fazia o que mais sabe: entoar samba de roda (no caso Viola meu bem, D.P.) e raspar a faca no prato, num suingue personalíssimo que lhe valeu o nome artístico. A partir daí, Dona Edith tornou-se referência para diversas gerações de cantadores.
O disco Vozes da Purificação, lançamento do selo Quitanda (distribuição Biscoito Fino), apresenta Dona Edith do Prato em toda a sua simplicidade gloriosa. Gravado em 2002 (e lançado a princípio numa tiragem comercial restrita), o álbum chega ao grande público pelas mãos de Maria Bethânia, que participa dos sambas de roda Quem Pode Mais, Dona da Casa e Eu Vim Aqui. Dona Edith já havia sido recebida por Bethânia no disco Ciclo, onde interpretou a chula Filosofia Pura.
Caetano Veloso é outro a purificar as vozes do Recôncavo de Edith. Ele participa de Minha Senhora, música que inspirou a composição tropicalista homônima de Gilberto Gil e Torquato Neto. Apontando para diversas gerações dos Velloso (assim mesmo, com L dobrado, como aparece no encarte do CD), Caetano une o samba de Santo Amaro a How Beautiful Could a Being Be, de autoria de seu filho Moreno. Outro filho talentoso do Recôncavo é o sambista Roque Ferreira, que participa da faixa Ariri Vaqueiro.
Das 14 faixas do álbum, apenas três não pertencem ao Domínio Público. Além da já citada How Beautiful, são elas Raiz, de Roberto Mendes e Jota Velloso (este, o produtor do disco), e o Hino de Nossa Senhora da Purificação, de Carlos Sepulveda. A predominância das faixas de autoria desconhecida se deve ao fato de o samba de roda ser um gênero primitivo, cantado e cultivado pelas baianas antes do aparecimento do samba propriamente dito, no Rio, na década de 10.
Nas palmas e na cantoria coletiva, típica dos sambas do Recôncavo, destaca-se o grupo de cantadoras septuagenárias de Santo Amaro, não por acaso batizado com o mesmo nome do disco: Vozes da Purificação. A arte da capa e do encarte é de Gringo Cardia.
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Faixas |
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| 01 |
Abertura e Cavaleiro (D. Edith do Prata e Vozes da Purificação)
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2m03s
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| 02 |
Quem Pode Mais / Dona da Casa / Eu Vim Aqui (com Maria Bethânia) (D. Edith do Prata e Vozes da Purificação)
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3m35s
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| 03 |
Marinheiro Só (D. Edith do Prata e Vozes da Purificação)
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3m44s
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| 04 |
Casa Nova / Raiz (com Mariene de Castro) (D. Edith do Prata e Vozes da Purificação)
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3m00s
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| 05 |
Tombo do Pau (D. Edith do Prata e Vozes da Purificação)
compre em mp3
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3m10s
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| 06 |
Samba Numerado (com Cortejo Afro) (D. Edith do Prata e Vozes da Purificação)
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2m08s
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| 07 |
Ariri Vaqueiro (com Roque Ferreira) (D. Edith do Prata e Vozes da Purificação)
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3m51s
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| 08 |
Senimbú e Calolé (D. Edith do Prata e Vozes da Purificação)
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3m14s
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| 09 |
Ai Dindinha (com Nené Barreto) (D. Edith do Prata e Vozes da Purificação)
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3m07s
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| 10 |
Minha Senhora / How Beautiful (com Caetano Veloso) (D. Edith do Prata e Vozes da Purificação)
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3m01s
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| 11 |
Santo Amaro ê ê (Erlon Portugal) (D. Edith do Prata e Vozes da Purificação)
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3m36s
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| 12 |
Viola Meu Bem (D. Edith do Prata e Vozes da Purificação)
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3m24s
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| 13 |
Vivas (D. Edith do Prata e Vozes da Purificação)
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2m50s
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Ficha Técnica |
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Selo Quitanda: Direção geral - Maria Bethânia e Kati Almeida Braga Assistência de produção - Pedro Seiler Produção artística - J. Velloso Assistente de produção artística - Mariene de Castro Produção executiva - Elias Filho e Maria Nascimento Estúdio de gravação e mixagem - Palco Livre Direção musical - Paulinho Dafilin Técnicos de gravação - Junior e Marcos Ganem Repertório - J. Velloso Técnico de mixagem - Fernando Gundlack Direção de gravação das vozes - Dona Edith e Vozes da Purificação (Mariene de Castro) Estúdio de masterização - Proaudio Studio Supervisão e edição de masterização - Jaison Brasil Técnico de masterização - Marcilio Mendonça
Capa - Gringo Cardia Coordenação gráfica - Gringo Cardia Assistentes gráficos - Bruno Warchavsky e Diogo Magalhães Fotos - Beg
As Vozes da Purificação são: Elza Oliveira, Heda Barretto, Nené Barretto, Odília Silva, Olandina Pereira, Sídia Barretto, Zilda Ramos. Com participação de: Camila Mutti e Mariene de Castro.
Dona Edith do Prato toca o prato, Paulinho Dafilin toca violões e viola, Da Lua e Badega fazem a percussão em todas as faixas, exceto nas 1 e 13 (produzidas por Ninho Nascimento e gravadas no quintal de Dona Canô, cujos músicos são: Marcio Valverde, Genivaldo Silva, Gunne do Pandeiro e Edvaldo Nascimento), e na faixa 6 (Mestre Vado e Cortejo Afro).
Todos os sambas deste CD são de domínio público, exceto as incidentais Raiz, de Roberto Mendes e J. Velloso, na faixa 4; How Beautiful, de Moreno Veloso, na faixa 10; e Hino de n.s. da Purificação, de Carlos Sepulveda, na faixa 12. |
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