A cravista Rosana Lanzelotte está à frente do projeto que disponibiliza, pela primeira vez, a totalidade das obras de Ernesto Nazareth - recuperadas, revistas e editadas - e lança o CD com 15 peças do compositor - inclusive duas inéditas.
Concertos em São Paulo (27/9), Rio de Janeiro (29/9) e Belo Horizonte (11/11) marcam o lançamento.
As partituras das 218 peças estarão disponíveis no site www.ernestonazareth.com.br. Rosana promove também Oficinas Virtuais – à distância - com estudantes e músicos de todo o país.
Ernesto Nazareth, gênio da música brasileira (1863-1934, Rio de Janeiro), costuma ser lembrado por algumas de suas criações mais famosas – em especial, Odeon, Apanhei-te Cavaquinho e Brejeiro. Mas sua obra ultrapassa em muito essas poucas referências e tem uma diversidade insuspeitada. A cravista Rosana Lanzelotte, dentro do Projeto Natura Musical, faz em setembro o lançamento do site www.ernestonazareth.com.br e do CD Nazareth - selo Biscoito Fino - em que registra 15 peças do compositor – incluindo as inéditas Encantador e Furinga, e outras jóias raras do repertório nazarethiano, como Fidalga e Elegantíssima. O site dará, pela primeira vez, acesso à totalidade da obra do compositor: 218 peças de sua autoria, revistas e editoradas.
O CD Nazareth conta com as participações do percussionista Caito Marcondes e do violonista Luis Leite. “Selecionei, na obra de Ernesto Nazareth as peças que mais se adaptam ao cravo”, diz Rosana. O próprio Nazareth estipulava em algumas de suas obras ‘aqui o acompanhamento deve se assemelhar ao violão’ ou ‘ao cavaquinho’ - instrumentos de cordas pinçadas, como o cravo, que lhes confere uma característica rítmica, além da harmônica. “Passeamos por timbres variados, começando pelo cravo e chegando ao pianoforte – de sonoridade mais próxima ao piano de Nazareth do que um grade piano moderno de concerto. A paleta é enriquecida pela percussão inventiva de Caito e pelo violão de Luis”.
“Uma única faixa não foi composta por Nazareth - o Lundu de autor anônimo anotado pelos naturalistas Spix e Martius durante viagem pelo Brasil entre 1817 e 1820. A intenção foi registrar um dos primeiros gêneros tipicamente brasileiros, que Nazareth aproveitou em suas primeiras polcas-lundu, como a Cuyubinha, que também gravamos”, revela a cravista.
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