Perto
Olivia Byinton lança CD intimista com voz e violão
A cantora e compositora Olivia Byington passou três dias trancada no estúdio da Biscoito Fino e, sem retoques, como se fosse ao vivo, gravou um novo CD, Perto, só com violão e voz. Uma voz quase que sussurrada para um repertório multi-facetado – tem bossa nova, rock, música francesa, Bjorg, Caetano – mas com uma unidade musical. O tom intimista é dado pelo cantar muito próximo ao microfone, vislumbrando-se respirações, harpejos do violão e harmônicos. Hoje em dia Perto pode ser considerado um disco com registro único. Afinal, há quanto tempo não se ouve uma mulher cantando só com violão? Razão tem o violonista Turíbio Santos, que certa vez comentou com Tom Jobim que “o violão é o melhor acompanhamento para a voz feminina”.
Este 12º disco da carreira da intérprete traz 15 canções com arranjos, adaptações e troca de tons da própria Olivia. Ela canta, basicamente, as músicas de seu primeiro DVD, A Vida é Perto, com seis novidades: New World, da cantora Björk, Lágrimas Negras, de Nelson Jacobina e Jorge Mautner, a inédita Entre a Voz e o Oceano, dela e de Thiago Torres da Silva, o samba antológico de Noel Rosa Com que Roupa?, gravado no seu CD A Dama do Encantado com a Velha Guarda da Portela e dois clássicos de Tom Jobim, gravadas anteriormente por Olivia acompanhada ao piano por João Carlos Assis Brasil: (Por Toda a Minha Vida (com Vinicius de Moraes) e Anos Dourados (com Chico Buarque). Se no filme de Björk, Dançando no Escuro, New World tinha arranjos orquestrais de Vincent Mendoza, em Perto, ganhou transcrição para o violão da própria Olivia. Já a composição de Mautner, ela escolheu por fazer parte de Cantar, seu disco preferido de Gal Costa. Olivia canta quase uma oitava abaixo e com violão, ao invés da guitarra de Lanny. Já Entre a Voz e o Oceano foi gravada por ela em Portugal, com a participação da fadista portuguesa Mafalda Arnauth.
As outras nove canções, vão desde a brega sertaneja Pense em Mim, sucesso de Leandro e Leonardo, sutilezas de Caetano Veloso (Muito Romântico, Alguém Cantando) e Gilberto Gil (Mãe da Manhã), a imortal canção francesa de Joseph Kosma e Jaques Prévert Feuilles Mortes, a composição Todo Par, de sua autoria com Marcelo Pies e, de Marília Batista e Henrique Batista, Menina Fricote.
Olivia também passeia por algumas canções que ajudaram a fazer sua história, como Lady Jane (Nando Carneiro/Geraldo Carneiro), seu primeiro sucesso. E ainda Mais Clara, Mais Crua (Egberto Gismonti/Geraldo Carneiro) e Anjo Vadio, da própria Olivia com Geraldo Carneiro.
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