| Melhor Álbum de Engenharia de Gravação
Gabriel Pinheiro, engineer; Ricardo Dias, mastering engineer (Scott Feiner & Pandeiro Jazz) [Biscoito Fino]
Scott Feiner & Pandeiro Jazz – Dois Mundos
Dois Mundos é o segundo CD de Scott Feiner com seu projeto Pandeiro Jazz, e o primeiro gravado no Brasil, pela Biscoito Fino. Este trabalho original e inovador destaca o pandeiro do novaiorquino Feiner como a força rítmica condutora, no lugar da tradicional bateria na formação jazzística .
Scott Feiner lançou Pandeiro Jazz, seu primeiro trabalho como pandeirista, em 2006. À epoca, recebeu inúmeros elogios dentro e fora do Brasil por sua sonoridade singular. O CD foi gravado em Nova York com alguns dos melhores músicos da cidade. Depois de ouvi-lo, o consagrado pianista Brad Mehldau escreveu: “Scott Feiner criou uma sonoridade única com seu Pandeiro Jazz... cheia de sutileza e surpresas”.
Dois Mundos foi gravado no Rio de Janeiro com alguns dos instrumentistas mais requisitados do Brasil, e que tem feito muitos shows pelo Brasil com Feiner: o trompetista Jessé Sadoc, o saxofonista Marcelo Martins, o pianista David Feldman e o baixista Alberto Continentino. Mostrando um ótimo entrosamento, eles interpretam cinco composições de Feiner: Conde, Dois Mundos, 7 na Ciranda, Under the Influence e Contraste (esta em parceria com Feldman). Eles também conferem uma nova perspectiva aos clássicos brasileiros Asa Branca (Luiz Gonzaga) e Retrato em Branco e Preto (T. Jobim/C. Buarque), e aos “standards” americanos All of You (Cole Porter) e Monk’s Dream (Thelonius Monk). As formações variam de duos intimistas de pandeiro e piano até trio, quarteto e quinteto. O disco foi gravado ao vivo no estúdio, fato que fica bem evidente depois de se ouvir o alto nível de comunicação e interação entre os músicos.
Scott Feiner tem desenvolvido um estilo bem pessoal no pandeiro, não somente para criar ritmos fortes, mas também para tocar melodicamente e interagir musicalmente com os solistas de seu grupo. Pelo fato de ser americano, muitos podem pensar que ele era baterista antes de se dedicar ao pandeiro. Enganam-se. Feiner, na verdade, era guitarista de jazz em Nova York. Veio para o Rio de Janeiro em 2001 e, depois de afinar sua técnica nas rodas de samba e choro da Lapa, achou uma maneira de juntar seus dois universos, o jazz e o pandeiro. Dois Mundos é o próximo passo na jornada musical de Scott Feiner.
|