HEITOR VILLA-LOBOS CHOROS Nº 5. 7. 11
Com a OSESP regida pelo maestro John Neschling e a pianista Cristina Ortiz.
Com a Orquestra Sinfônica de São Paulo regida pelo maestro John Neschling e a pianista Cristina Ortiz, a Biscoito Fino está lançando o CD Heitor Villa-Lobos Choros nº 5. 7. 11, gravado em fevereiro de 2006 (nº 5 e 11) e agosto de 2004 (nº 5 e 11) na Sala São Paulo.
Composto no Rio de Janeiro e dedicado a Arnaldo Guinle, o Choros nº 5, que tem o subtítulo de Alma Brasileira, foi escrito para piano, e se inicia confidencial. O compositor pede, no início da partitura, para a mão direita vago e bem distinto e, para a mão esquerda, murmurando e bem ritmado. O escritor e professor de História da Arte e da Cultura Jorge Coli, indaga no encarte do CD: “Como o intérprete deve entender esse vago e bem distinto? Vago, no sentido de devaneio, de horas vagas em fim de tarde, talvez; e bem distinto no sentido de bem destacado dos baixos, que se encontram nesse ritmo murmurado”.
O Choros nº 7, Settimino, composto em 1924, “síntese das sínteses” como disse dele o compositor, foi interpretado pela primeira vez no Rio de Janeiro, em 1925. Os instrumentos são: flauta, oboé, clarinete, fagote, saxofone, violino e violoncelo, aos quais se acrescenta um tam-tam que deve ser tocado fora da vista do público. Jorge Coli diz que “alguma coisa rítmica evoca a Sagração da Primavera, que se traveste de inspiração indígena”. Há uma antiga gravação desse Choros, dirigida por Villa-Lobos em 1934 no Rio de Janeiro, em que ele abole qualquer rigor, sugerindo, de fato, a improvisação que buscava nos chorões.
O Choros nº 11 é o mais longo da série. Escrito em 1928, dedicado a Rubinstein, foi apresentado pela primeira vez no Rio de Janeiro, em 1942, sob a direção de Villa-Lobos. “Obra de tamanho, grandeza e concepção excepcionais”, lembra Coli, “o Choros 11 é, por isso mesmo, pouco apresentado; é provavelmente o que explica o lapso de 15 anos entre a composição e a estréia. A idéia de grandes massas orquestrais, e de longa duração, não afasta, bem ao contrário, a qualidade minuciosa da orquestração. Há nele uma qualidade de alma, menos brasileira do que intensamente humana, para além de qualquer experiência ou representação”.
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