BOSSA ETERNA
O TROMBONE DE RAUL DE SOUZA COMEMORA OS 50 ANOS DA BOSSA NOVA
Considerado um dos maiores trombonistas do mundo, inventor do souzabone (um trombone elétrico com quatro válvulas), ícone da música instrumental brasileira e tendo tocado em gravações e apresentações com Sarah Vaughan, Herbie Hancok, George Benson, Ron Carter, João Gilberto, Tom Jobim, Egberto Gismonti, Gilberto Gil e Maria Bethânia, Raul de Souza homenageia os 50 anos da Bossa Nova lançando o CD Bossa Eterna, gravado na Biscoito Fino em março de 2008.
O projeto conta com a participação especial do gênio da música brasileira João Donato, que junto ao amigo Raul de Souza, foi responsável pela criação dos arranjos.
Raul assina a direção artística, e abre o CD Bossa Eterna, com uma composição de sua autoria, que dá nome ao disco, assim como outras duas, as únicas em que toca o souzabone: Pingo D´Água e A la Donato (homenagem ao amigo). Detalhe importante (e que só o tempo é capaz de proporcionar): apesar da longa amizade, essa é a primeira vez que Raul de Souza e João Donato, ambos com 73 anos, gravam juntos.
As outras sete faixas são de bambas da canção brasileira, de Baden Powell e Vinicius de Moraes (Só por Amor) a Tom Jobim (Bonita), passando por Tito Madi (Balanço Zona Sul), João Donato (Malandro, Lugar Comum, esta em parceria com Gilberto Gil, e Fim de Sonho, com João Carlos Pádua). Por fim, Nuvens, parceria de Maurício Einhorn e Durval Ferreira.
Participam: João Donato (piano), Robertinho Silva (bateria), Luiz Alves (baixo acústico) e o convidado especial Maurício Einhorn (harmônica).
Radicado em Paris desde o fim da década de 1990, Raul de Souza de vez em quando vem ao Brasil para lançar um novo trabalho, como em 2003, com o disco Splendid Night, em 2004 para participar do 5º Chivas Jazz, em 2005 para o lançamento do documentário Viva Volta, de Heloísa Passos, e em 2006, quando lançou pela Biscoito Fino o CD Jazzmim, acompanhado do grupo curitibano Na Tocaia.
Uma chance única de ouvir o encontro singular de dois dos ícones da música hoje e sempre.
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