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Apresentação |
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BRAHMS
A Biscoito Fino lança em CD: ABERTURA TRÁGICA E SINFONIA
Nº 1
O ano de 1876 foi emblemático para as duas correntes que disputavam a hegemonia musical austro-germânica no século XIX. Em agosto, os vanguardistas que viam em Wagner a encarnação da música do futuro peregrinaram a Bayreuth, onde, em um teatro construído de acordo com as especificações do compositor, estreava a tetralogia O Anel de Nibelungo.
Poucos meses mais tarde em Karlsruhe, no dia quatro de novembro, Johannes Brahms, o autor que havia sido escolhido como emblema da corrente formalista, neoclássica e anti-wagneriana capitaneada pelo crítico Eduard Hanslick, finalmente se animava a levar à luz, aos 43 anos de idade, sua primeira sinfonia.
A história da lenta gênese da peça serve para demonstrar a força da autocrítica de Brahms, um compositor que não tinha pudores em destruir as obras que julgasse não estar à altura de serem publicadas.
O fato de Brahms ter levado tanto tempo para estrear sua Sinfonia não significa que ele pensasse no assunto. Muito pelo contrário. Os primeiros trabalhos na partitura datam de 1855, quando Robert Schumann, o pianista e compositor que fora o grande incentivador do jovem Brahms, ainda vivia. Iniciado em uma época em que Brahms se consumia de paixão por Clara, a brilhante pianista 14 anos mais velha que era casada com Schumann, o primeiro movimento só ficou pronto em 1862 e, mesmo assim, sem a introdução lenta. Ainda insatisfeito com o resultado, o compositor deixou a obra de lado, voltando a se debruçar sobre ela em 1874.
Os retoques finais foram dados em Sassnitz, na ilha de Rügen, no Mar Báltico, onde Brahms foi veranear com o amigo Georg Henschel. Embora os roncos do compositor fizessem Henschel desistir de dividir um quarto com ele, passavam os dias juntos, nadando, mergulhando, buscando rãs e falando de Wagner.
Para a primeira audição da Sinfonia, Brahms almejava por “uma pequena cidade onde houvesse um bom amigo, um bom regente e uma boa orquestra”, distante dos grandes centros, das polêmicas e dos fanatismos. O “bom amigo” Felix Otto Dessolf dirigiu a obra de Karlsruhe, em quatro de novembro; pouco tempos depois, a Sinfonia foi ouvida em Mannheim. A ocasião foi comparada a um “mini-festival”, já que diversos musicistas se deslocaram de outras cidades para conhecer a obra.
Passados dois testes em centros menos expressivos, chegava o momento de mostrar a Sinfonia na cidade em que Beethoven (natural de Bonn) havia passado a parte mais significativa de sua existência, e onde Brahms (nascido em Hamburgo) também residia: Viena.
Na capital, o triunfo foi completo, e a Sinfonia logo foi apelidada pelo regente e pianista Hans von Bülow de A Décima de Beethoven, devido à afinidade entre seu final e a célebre Ode à Alegria que encerra a Nona.
Além de suas sinfonias, Brahms escreveu outras obras para orquestra sem solista, incluindo duas aberturas: A Festival acadêmico, Op. 80, e a trágica, Op. 81, esta última incluída neste CD, com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – OSESP – sob a regência do maestro John Neschling.
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Faixas |
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| • SINFONIA Nº 1 EM DÓ |
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| 01 |
Um poco sostenudo / allegro
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15m52s
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| 02 |
andante sostenudo
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9m43s
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| 03 |
um poco allegretto e grazioso
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4m57s
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| 04 |
adagio - più andante - allegro nos troppo, ma com brio
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16m24s
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| 05 |
ABERTURA TRÁGICA, OP.81
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Ficha Técnica |
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UMA REALUIZAÇÃO BISCOITO FINO
Direção Geral: Kati Almeida Braga
Direção Artística: Olivia Hime
Produção: Renata Mader e Sylvia Medeiros
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