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Até Sangrar CD
Áurea Martins
R$ 33,90 

Apresentação
Faixas
Ficha Técnica
Apresentação

        ÁUREA MARTINS brotou e floresceu duma cepa de músicos (sua avó tocava banjo) radicada em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Suas primeiras apresentações em público dão-se como integrante do coral do Ginásio Estadual “Raja Gabaglia”. No final da adolescência, passa a freqüentar os clubes da jazz do subúrbio e a atuar como lady crooner do conjunto dos tios em bailes da periferia. Na primeira metade dos anos 60, começa a ser atraída para o centro da cidade. Numa renovação do cast da Rádio Nacional, é incluída entre os novos integrantes do elenco da emissora, ao lado de Alaíde Costa, Peri Ribeiro e Elis Regina (1945-1982), sob o incentivo de Paulo Gracindo (1911-1995). Registra-se então sua voz em disco pela primeira vez,  numa faixa do LP Alvorada dos Novos, produzido por Altamiro Carrilho para a Copacabana.

                Em 1969, vence a quarta edição do programa anual A Grande Chance, criado e apresentado por Flávio Cavalcanti (1923-1986) para a Rede Tupi de Televisão. O certame, com final realizado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, teve entre os membros do júri os maestros Erlon Chaves (1933-1974), Guerra Peixe (1914-1993) e Linfolfo Gaia (1021-1987); o pianista Bené Nunes (1920-1997); a cantora e compositora Maysa (1936-1977); a atriz, cantora e diretora Bibi Ferreira; e o jornalista e escritor Austragésilo de Ataíde (1898-1993). Pelo primeiro lugar, conquistado com a nota máxima de todos os jurados, Áurea  recebe como prêmio uma viagem a Portugal e um contrato para gravação de discos na RCA Victor. Na esteira do sucesso pela vitória do concurso, foi contratada para se apresentar na boate “Drink”, da cantora e empresária Helena de Lima, em Copacabana. Em 1970, faz sua estréia em São Paulo, num show no Teatro Gazeta com o pianista e compositor Ribamar (1919-1987), parceiro de Dolores Duran (1930-1959) na canção Pela Rua, interpretada por ela na final de A Grande Chance. Após registrar dois compactos, produzidos por Rildo Hora e com arranjos de Guerra Peixe, lança em 1972 seu primeiro LP. No disco –  também produzido por Rildo, com arranjos do pianista Luís Eça (1936-1992) e a participação do poeta Paulo Mendes Campos (1922-1991) –, Áurea é acompanhada pelo Tamba Trio mais o violonista Luís Cláudio Ramos.

                (Seu talento sempre foi muito bem reconhecido, sim. Mas, para complementar os incertos cachês de cantora da noite, Áurea achou melhor arranjar um trabalho diurno que lhe garantisse um salário fixo –  e nisto teve sorte como quê! De carteira assinada, entrou para o serviço público como inspetora de classe no Colégio Estadual “André Maurois”, no Leblon, então sob a direção de D. Henriette Amado. [Dentre os jovens sob a sua inspeção, ela se lembra especialmente de Evandro Mesquita.] Quando os alunos se organizaram para promover um festival escolar da canção, um deles falou: “A inspetora canta.” E assim, Áurea voltou a cantar num colégio. Agora, porém, não mais como integrante de coral; mas como solista. A partir daí, várias foram as vezes em que D. Henriette a convocou à sala da diretoria [que, aliás, não tinha porta] para que cantasse para ela, em pleno expediente [People, de Jule Styne & Bob Merril, era uma das preferidas da valente educadora experimental]. Mas o sonho da brava senhora foi drasticamente interrompido numa manhã de agosto de 1971. Ao ver D. Henriette ser retirada do estabelecimento pelos militares, Áurea saiu junto e não voltou sequer para dar baixa na carteira.)

                No Dancing Brasil, na Avenida Rio Branco, Áurea Martins tem a oportunidade de trabalhar em 1972 com o cultuado “Fats” Elpídio, que ela, já de menina, conhecera através de suas gravações como pianista da legendária boate “Vogue”. O saxofonista Paulo Moura, que presenciara seu êxito na noite do Municipal, e o pianista Wagner Tiso levam-na dali até Atenas, para com eles se apresentar sob os auspícios embaixada brasileira na Grécia. Ao voltar, é contratada pela boate “Number One”, em Ipanema. Ali, ao lado de Djavan, faz revezamento com Alcione, tendo no acompanhamento o pianista Édson Frederico. A amizade com Emílio Santiago começa na boate “706”, no Leblon, ainda na primeira metade dos anos 70, onde Áurea estréia acompanhada pelo pianista Cristóvão Bastos. No final daquela década, quando a música fina da noite boêmia da Zona Sul começa a migrar para as margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, Áurea vai junto: “O Teclado”, onde atua pela primeira vez ao lado do pianista Zé-Maria Rocha, revezando com Johnny Alf; “Chiko’s Bar”, com Luís Carlos Vinhas (1940-2001); “Antonino” e, já nos anos 90, os shows do “Au Bar”, divididos com Marisa Gata Mansa (1938-2003) e Zezé Gonzaga. Seu destino seguinte é a nova Lapa, onde inaugura o “Carioca da Gema” (de cujo elenco participou por sete anos) e faz diversas atuações no “Rio Scenarium”.

                (Foi num salão de beleza, entretanto, que conheceu Elizeth Cardoso. Áurea e a Enluarada tornaram-se amigas. A partir de então, tornou-se freqüente o fato de a Divina deixar o recesso do Olimpo à noite para, metamorfoseada em simples cliente de boate, ir ouvir Áurea cantar. Conta Hermínio Bello de Carvalho que, certa vez, enquanto Áurea dava seu recado numa festa particular na qual se sucediam diversas canjas, Jamelão confidenciou ao seu ouvido: “Essa aí sabe das coisas...”)

                Este CD é a realização de um antigo sonho acalentado por Hermínio Bello de Carvalho. Desde que –  num musical de TV comandado por ele, há vários anos – ouviu Áurea cantar Embarcação (de Francis Hime e Chico Buarque), Hermínio embarcou na dela e não a perdeu de vista nunca mais.
Zé-Maria Rocha

Faixas
01 Ilusão á toa (Jonhy Alf) 5m36s
02 Nada por mim (Herbert Vianna / Paula Toller), Baralho da Vida (Ulisses de Oliveira) 5m32s
03 Não sou de reclamar (Lupicinio Rodrigues), Há um deus (Lupicinio Rodrigues), Até o amargo fim (Newton Teixeira / David Nasser), Ocultei (Ary Barroso) 10m37s
04 Até quem sabe (João Donato / Lysias Enio de Oliveira) 4m12s
05 Moeda Quebrada (Luiz Reis / Ary Vidal) 4m51s
06 Edredon Vermelho (Herivelto Martins), Molambo (Jaime Florence / Augusto Mesquita) 5m49s
07 Janelas Abertas (Tom Jobim / Vinicius de Moraes) 3m53s
08 Noturno em tempo de samba (Custódio Mesquita / Evaldo Rui) 4m12s
09 Sem Mais Adeus (Francis Hime / Vinicius de Moraes) 2m52s
10 Vida de Bailarina (Chocolate / Américo Seixas) 4m49s
11 Migalhas (Lupicinio Rodrigues / Felisberto Martins) 3m28s
12 Valsa Dueto (Vinicius de Moraes / Carlos Lyra) 3m24s
13 Um Favor (Lupicínio Rodrigues), Volta (Lupicínio Rodrigues) 5m01s
14 Embarcação (Francis Hime / Chico Buarque) 3m43s
Ficha Técnica

UMA REALIZAÇÃO BISCOITO FINO
Direção Geral: Kati Almeida Braga
Direção Artística: Olivia Hime
Estúdio de Gravação e Mixagem: Biscoito Fino
Estúdio de Masterização: VISOM
Engenheiro de Gravação: Gabriel Pinheiro
Assistente de Gravação: Gustavo Krebs, Vinicius Kede, Lucas Ariel
Gravações Adicionais: Fernando Prado
Engenheiro de Mixagem: Fernando Prado
Assistente de Mixagem: Gustavo Krebs, Vinicius Kede e Lucas Ariel
Gerência de Produção: Martinho Filho
Assistente de Produção: Fernando Temporão

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