ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO:
- JOHN NESCHLING
- BANDA MANTIQUEIRA
- MÔNICA SALMASO
Este terceiro encontro da OSESP com a Banda Mantiqueira marcou a estréia da cantora Mônica Salmaso no grupo. Os resultados anteriores foram tão significativos (a OSESP só com a Mantiqueira, em 2002 e o segundo, em 2004, com a convidada especial Luciana Souza) que o maestro John Neschling decidiu presentear o público da Sala São Paulo, em dezembro de 2006, com mais um momento de descontração antes das férias. O concerto, com um repertório que viaja pela MPB, com músicas de alguns dos nossos maiores compositores (Chico Buarque, Tom Jobim, Noel Rosa, Edu Lobo, Caetano Veloso, João Donato, João Bosco, Tom Zé, entre outros, além da inclusão do tango Uno (Mariano Moraes/Henrique Santos Discepolo), ganhou arranjos especiais para a ocasião e está sendo lançado pela gravadora Biscoito Fino - selo Biscoito Clássico - parceria com a OSESP já com belos frutos.
Desde o primeiro concerto, o maestro John Neschling diz ter encontrado a parceria ideal para este projeto: a Banda Mantiqueira, criada por Nailor Azevedo (o Proveta), extraordinário arranjador e clarinetista. Proveta reuniu a fina flor dos instrumentistas de várias regiões do país, todos ansiosos por uma linguagem que expressasse a brasilidade na forma de interpretar a música. Conseguiu formar uma verdadeira big band brasileira, com raízes nas big bands norte-americanas que cultuavam Miles Davis, Louis Armstrong, Charlie Parker e outros mestres do jazz. A união da Mantiqueira com a excelência da OSESP, dirigida por John Neschling, só podia dar certo. Neste CD, entra todo o lirismo da voz de Mônica Salmaso, intérprete ideal para este sofisticado repertório da música brasileira.
Pelos arranjos de craques como Laércio de Freitas (A Rã), Proveta (Beatriz e Vovô Manuel), Nelson Ayres (Uno), Edson Alves (Conversa de Botequim), André Mehmari (Eu te Amo), Alexandre Mihanovich (Beijo Partido), Chiquinho de Moraes (Menina, Amanhã de Manhã) e Roberto Sion (Chiclete com Banana), chega-se, sem dúvida, à constatação que a música popular e a música erudita estão muito mais próximas do que parece.
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