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O Samba É Minha Nobreza (Duplo) CD
Vários
R$ 42,00 

Apresentação
Faixas
Entrevista - Hermínio Bello de Carvalho
Ficha Técnica
Repertório
Apresentação

A nobreza do samba, já dizia o poeta, impõe-se não somente na riqueza de sua música, mas na elegância dos gestos, dos trajes e da intenção do sambista. A alegoria dos símbolos da nobreza e da aristocracia, que confinavam o negro às senzalas, acabou tendo influência decisiva na gênese do samba. De Sinhô, o “Rei do Samba” na década de 20, ao príncipe Paulinho da Viola, passando pelas Velhas Guardas das escolas-de-samba, a nobreza serve ao mesmo tempo de referência e crítica do sambista à opressão de seus antepassados.

Foi inspirado na elegância de mestres do gênero, com quem conviveu durante décadas, de Cartola à Clementina, de Pixinguinha à Dona Ivone Lara, que o produtor Hermínio Bello de Carvalho concebeu o show e o CD duplo O Samba é Minha Nobreza, lançado pela Biscoito Fino. A idéia de Hermínio foi juntar diferentes gerações de sambistas, do octogenário Roberto Silva à atemporal Cristina Buarque, passando pelos representantes da nova guarda carioca do gênero, sob a direção musical – e o violão sete cordas - de Paulão.

Sob a expressão “nova guarda” do samba agrupam-se os cantores Pedro Miranda e Pedro Paulo, a cantora e cavaquinista Mariana Bernardes, o violonista Bernardo Dantas, o bandolinista Pedro Aragão, além da participação especial da cantora e compositora Teresa Cristina. Milícia que conta com o reforço de Marcelo Bernardes (flauta), Roberto Marques (trombone), Bernardo Dantas (violão), Pedro Aragão (bandolim), Zé Cruz (chapéu de palha), Trambique e Marcos Esguleba (percussões).
Faixas
• CD 1
01 O Samba É Minha Nobreza
Primeira Escola
Quem Vem Lá?
Queremos Ver
Mangueira, Não
Silenciar a Mangueira
A Voz do Morro
O Samba é Minha Nobreza
  7m53s
02 Morro
Gorgear da Passarada
Ao Romper da Aurora
Na Linha do Mar
Manhã Brasileira
Esta Melodia
12m51s
03 Batuque na Cozinha (J. Baiana)
Malandro Pasteleiro (J. Baiana)
Quando a Polícia Chegar (J. Baiana)
Patrão, Prenda Seu Gado (Pixinguinha / Donga / J. Baiana)
8m11s
04 Você Me Paga o Que Fez
Não É Economia
Eu Não Sou Louco
Tens de Compreender
Falta Um Zero no Meu Ordenado
Salário Mínimo
7m59s
05 Mulher de Malandro
Marido da Orgia
Amor de Malandro
Vou Contar Tintim Por Tintim
Dinheiro Não Há
Se Essa Mulher Fosse Minha
7m56s
06 Fez Bobagem
É Pancada
Vai Trabalhar
O Dinheiro Que Ganho
Inimigo do Batente
O Vento Que Venta Lá
8m15s
• CD 2
01 O Pagamento Ainda Não Saiu (G. Pereira/A. Nogueira)
Coitado do Edgar (B. Lacerda / H. Lobo)
Volte Pro Morro (B. Lacerda/D. de Oliveira)
Se Eu Pudesse (Z. de Zilda/G. Augusto)
5m21s
02 Preconceito (Wilson Batista / Marino Pinto)
Boogie Woogie na Favela (Dennis Brean)
4m09s
03 Mãe Solteira (Wilson Batista / Jorge de Castro) 1m27s
04 Mandei Fazer um Patuá (R. Olavo / N. Martins)
Pisei Num Despacho (G. Pereira / E. Viana)
Você Está Sumindo (G. Pereira / J. de Castro)
3m56s
05 Um Caboclo Abandonado (Benedito Lacerda / Herivelto Martins) 3m01s
06 Na Aldeia (Carusinho / Sílvio Caldas / de Chocolat) 3m46s
07 Oh! Seu Oscar (Wilson Batista / Ataulfo Alves)   1m40s
08 Chegou a Bonitona
Comigo Não
Calo de Estimação
Vaidosa
O Que É Que Eu Dou
6m44s
09 Foi Uma Pedra Que Rolou (P. Caetano)
Só Vendo Que Beleza (Henricão/R. Campos)
Minha Palhoça (J. Cascata)
4m57s
10 Carta Fatal (G. Pereira/A. Monteiro)
Tá Maluca (W. Batista/G. Augusto)
Eu Não Sou Pano de Prato (M. Lago/R. Martins)
Não Irei Lhe Buscar (A. Alves)
5m37s
11 Reza (J. Baiana)
Cuidado Vovô (Tio Hélio)
Candeeiro (T. Cristina)
4m33s
12 Natureza (Manacéa)
Adeus, Mocidade (B. Lacerda/R. Martins)
Alegria (A. Valente/D. Maia)
O Samba É Minha Nobreza (T. Cristina/H. B. de Carvalho/L. Menezes)
4m18s
Entrevista - Hermínio Bello de Carvalho
Idealizador e produtor de um dos maiores sucessos da Biscoito Fino, o CD O Samba é Minha Nobreza, Hermínio Bello de Carvalho, aos 66 anos, continua apostando na qualidade. Manteve a mesma linha ideológica do musical Rosa de Ouro - cuja possibilidade de reedição sempre recusou, argumentando ser impossível recriar um espetáculo sem alguns de seus personagens - e conseguiu alcançar seu objetivo maior: dar alegria às pessoas.

Foi preciso coragem para relembrar o Rosa de Ouro 40 anos depois, num Rio de Janeiro tão diferente daquela época?

Em primeiro lugar foi um salto no escuro. Dificilmente uma gravadora convencional, que objetiva única e exclusivamente o mercado, toparia fazer. Os tempos são outros. Na Odeon havia o Milton Miranda que apostava. O primeiro disco do Paulinho (da Viola) eu fiz na Odeon. E também Roberto Ribeiro, Clementina... Era uma época aberta a este tipo de investimento cultural. Hoje é exatamente o contrário. As gravadoras, inclusive as antigas, vivem dos catálogos que construiram e trabalham muito mal. Então, volto a dizer que fazer “O Samba é Minha Nobreza” foi um salto no escuro.

Você trabalha com que objetivo?

Eu não trabalho com o fracasso. Trabalho objetivando o sucesso. Não o sucesso pecuniário, mas o brilho. E que ele leve as pessoas à reflexão e à alegria. A minha vida é isso: dar alegria às pessoas. Uma alegria que eu, pessoalmente, não tenho dentro de mim mas que procuro refletir no trabalho. Se você reparar bem, até a nostalgia que permeia o disco da Zezé Gonzaga – outra produção de Hermínio para a Biscoito Fino - tem três ou quatro saltos para fora, com o intuito de brincar um pouco com a alegria das pessoas. Até porque, o amor deveria ser sempre alegre, embora eu cante muito a frustração. Então, mais ainda, este foi um salto no escuro, até porque não falamos com ninguém que estava na mídia. E fiquei muito feliz do Roberto Silva ganhar uma página inteira no Estadão e no Globo. E sempre fiz televisão e rádio com essa gente, a minha turma. Todos fazem parte do meu bloco carnavalesco.

E são atemporais.

Aí é que está. São atemporais. O Samba é Minha Nobreza, por exemplo, não tem nenhuma estrela e, no palco, resulta num espetáculo profundamente brasileiro e comunicativo que leva a platéia ao delírio. Isto para mim é uma alegria porque foi no que apostei. As pessoas me perguntam se não tive medo de fazer uma temporada de três meses. A temporada longa foi importante para fixar um hábito. Se este espetáculo fosse levado durante uma semana, os artistas no palco iriam se ressentir de um tempo de trabalho que a temporada mais longa nos deu. Tempo para maturar cada bloco temático, de enxugar o espetáculo. Esta devolução que a crítica e o público nos deram, de respeito e elogios, foi fruto de um trabalho que eu, objetivamente, pensei com muita luz: “vai ser um sucesso e vai comover as pessoas”. Sabe por que? Não estava vendo nada parecido na praça. Só via uma coisa voltada para o comercialismo desenfreado, de sucesso fugaz, e ninguém pensando que temos um patrimônio maravilhoso, a música popular brasileira e, sobretudo, porque é em cima de um repertório que nunca mais foi tocado ou gravado. E o susto maior é que se constituía num desafio e num risco. Quando se faz um espetáculo com músicas conhecidas, você já ganha o público de saída. E este foi feito para instigar, para as pessoas perceberem que existe algo mais além daquilo que é visto na televisão, daquele processo de imbecilização do público e total desprezo para com a nossa inteligência.



Como você pensou em reunir estas pessoas?

Não pensei exatamente em pessoas, a não ser no Roberto e na Cristina Buarque, uma velha amiga, espécie de guru de meninos que seguem a carreira dela. De forma elogiosa, digo mesmo que Cristina é meio xiita no trabalho dela. Só faz o que gosta, o que quer fazer, o que é bom. Por natureza, é uma pesquisadora com um incrível bom gosto. Fui então conhecendo estas pessoas na casa da Memélia (Maria Amélia, mãe de Cristina).

Mas a maioria das músicas é de compositores famosos.

Quando a Lélia Coelho Frota me encomendou um disco sobre a Mangueira, o que fiz? Fui ao meu arquivo, onde tenho fitas gravadas na minha casa e na de Cartola e Carlos Cachaça, fitas deslumbrantes com sambas inéditos, e trouxe isso para um disco. Quando ficou pronto, me perguntei: “A quem isto vai interessar?, Quem vai ouvir além dos velhos da Mangueira e alguns saudosistas?”. Para minha surpresa, constatei, pouco depois, que um show do grupo Semente tinha 90% do repertório baseado neste disco. Estava alí a resposta. O espetáculo comemorando os 100 anos de Clementina de Jesus, no Memorial da América Latina, em São Paulo, inicialmente programado para um teatrinho de 100 lugares, teve tanta procura quando foi anunciado, que foi transferido para o Memorial. Havia 700 pessoas lotando o espaço e outras 700 do lado de fora. E uma platéia só de jovens. Foi a chave para eu achar que estava na hora de responder a uma série de perguntas, como “por que você não faz um Rosa de Ouro novamente?”. Eu não intuía que havia dentro de mim e das pessoas uma ansiedade por uma coisa que tivesse a ideologia do Rosa. Essa atemporalidade de que fala Mário de Andrade conserva a modernidade e novidade. Se você olhar bem, repara que a televisão, com todo o seu poder destrutivo e invasivo, não consegue destruir estas manifestações. Renovadas algumas, porque a arte não é estática. Mas é esta reinvenção da arte o que mais me interessa. As coisas que aprendi com meu mestres, e cito Mozart Araújo, Lúcio Rangel e Sérgio Pôrto, além de pessoas que, indiretamente, me deram espaço para trabalhar.

Como os músicos receberam o convite para fazer O Samba é Minha Nobreza?

Meio no susto. Foram chegando sem saber se era mesmo aquilo e começamos o trabalho. Um dia fui tomar um vinho com a Cristina Buarque num restaurante, peguei uma papel – gosto de trabalhar em toalhas de papel – e comecei a construir os blocos temáticos. Tinha me lembrado do Manuel Bandeira e do Villa-Löbos com aquelas canções de cordialidade, da época do Estado Novo, quando o Villa ficou muito preocupado com a invasão norte-americana e dizia para o Bandeira: “Queria fazer uma canções de cordialidade em que a fala coloquial brasileira aparecesse”. E imediatamente me veio à cabeça (Hermíno canta): “Amigo, seja bem-vindo, a casa é sua, não faça cerimônia. Vai pedindo, vai mandando, seja seu tudo o que tenho de meu, e mais minha amizade. Amigo, seja bem-vindo”. E com a Teresa Cristina e Luciane Menezes fiz o mote do espetáculo: “Bom-dia, boa-tarde, boa-noite. Deus esteja com vocês”. É a forma brasileira de receber as pessoas.

O importante é que você pega esta música de qualidade, sedimentada, e entrega ao jovem.

Claro. Com exceção da Cristina e do Roberto, a idade média dos músicos do disco é de 25 anos.

Você é muito procurado pelos jovens?

Muito. Isso é maravilhoso e me encanta. Fui fazer um recital em Natal e estava inseguro dos arranjos. Quando entrei no teatro tinha um coral acompanhado de um garoto na guitarra. Mandei chamar e perguntei se ele lia cifras. “Mais ou menos”, respondeu. E saiu tudo perfeito. Pouco depois ele apareceu no Rio e fiz uma roda de choro lá em casa. Voltou para Natal levando partituras e discos. Outro dia me escreveu que iria dar um recital tocando músicas que levou daqui.

E as crianças? Você fez sessões para o público infantil?

Fizemos 25 sessões extras para crianças. Foi uma surpresa total. Tínhamos sessões com 500 crianças. Ao todo, foram 11 mil espectadores infantis. De escolas públicas, com síndrome de Down, pessoal de casas de custódia, hospitais psiquiátricos e escolas de deficientes visuais e auditivos. A reação era uma maravilha. Fizemos uma apostila com explicações e recebemos de volta desenhos lindos. Quero fazer uma exposição. Talvez a parte mais brilhante do trabalho tenha sido esta, que a imprensa não deu destaque.
Ficha Técnica
Produção e direção - Hermínio Bello de Carvalho
Produção executiva - Joana Cunha
Arranjos e direção musical - Paulão
Técnicos de estúdio - Rodrigo de Castro Lopes e Gabriel Pinheiro
Técnicos assistentes - Fernando Prado e André Wainer
Masterização - Luiz Tornaghi (Vison)
Projeto gráfico - Luiz Pessanha e João Gonçalves
Foto de capa - Raimundo Bandeira de Mello
Foto de miolo - Débora 70 / Foto in Cena
Verbetes - Pedro Paulo e Pedro Aragão

MÚSICOS:

Paulão - violão de 7 cordas / violão de 6 cordas (CD 2 - faixa 3) / cavaquinho (CD 1 - faixa 3) / panela (CD 1 - faixa 3)

Bernardo Dantas - violão de 6 cordas (todas as faixas, exceto CD 2 - faixa 3), violão solo (CD 1 - faixa 6)

Mariana Bernardes - cavaquinho (todas as faixas, exceto CD 1 - faixa 3)

Pedro Aragão - bandolim / cavaquinho (CD 1 - faixas 1, 2 e 6; CD 2 - faixas 6, 10 e 12) / banjo (CD 1 - faixa 3) / panela (CD 1 - faixa 3)

Pedro Miranda - pandeiro (todas as faixas) / caixa de fósforos (CD 1 - faixa 2; CD 2 - faixa 9) / tamborim (CD 1 - faixa 1)

Roberto Marques - trombone

Marcelo Bernardes - flauta

Trambique - surdo (CD 1 - faixas 1, 2, 4, 5 e 6; CD 2 - faixas 1, 8, 10 e 12) / surdo de 2A (CD 1 - faixa 4) / tamborim (CD 1 - faixas 1, 4, 5 e 6; CD 2 - faixas 1, 7 e 10) / repique de anel (CD 1 - faixa 1) / caixa (CD 1 - faixa 4) / reco-reco (CD 1 - faixa 3; CD 2 - faixas 8 e 10) / caxixi (CD 1 - faixa 3) / lata (CD 1 - faixa 3) / garrafa (CD 1 - faixa 3) / efeitos (CD 2 - faixa 11)

Marcos Esguleba - pandeiro (CD 1 - faixas 2, 3 e 6; CD 2 - faixa 6) / caixa (CD 1 - faixa 1; CD 2 - faixa 12) / tamborim (CD 1 - faixas 1, 4 e 5) / ganza (CD 1 - faixa 1; CD 2 - faixa 7) / congas (CD 1 - faixa 5; CD 2 - faixa 11) / surdo de 3A (CD 1 - faixa 4) / tarol (CD 1 - faixa 4) / frigideira (CD 1 - faixa 3) / lata (CD 1 - faixa 3) / garrafa (CD 1 - faixa 3) / cinzeiro (CD 1 - faixa 3) / djambé (CD 2 - faixa 6) / caxeta (CD 2 - faixa 12)

Cristina Buarque - prato e faca (CD 1 - faixa 3)

Teresa Cristina - balde (CD 1 - faixa 3)

Pedro Paulo - lata (CD 1 - faixa 3)

VOZES:

Cristina Buarque - CD 1 - faixas 1, 2, 3 e 4 / CD 2 - faixas 1, 5, 6, 8, 10 e 12

Marcos Esguleba - CD 2 - faixa 11

Mariana Bernardes - CD 1 - faixas 1, 2, 3, 4, 5 e 6 / CD 2 - faixas 6 e 12

Teresa Cristina - CD 1 - faixas 1, 2, 3 e 5 / CD 2 - faixas 1, 6, 8, 9, 11 e 12

Paulão - CD 1 - faixas 1, 2 e 6 / CD 2 - faixa 12

Pedro Miranda - CD 1 - faixas 1, 2, 3, 4 e 5 / CD 2 - faixas 1, 6, 8, 9, 10 e 12

Pedro Paulo - CD 1 - faixas 1, 2, 3, 4 e 5 / CD 2 - faixas 1, 6, 8 e 12

Roberto Silva - CD 1 - faixa 1 / CD 2 - faixas 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 12

Cristina Buarque, Mariana Bernardes, Teresa Cristina, Paulão, Pedro Miranda e Pedro Paulo - coro em todas as faixas, exceto CD 2 - faixa 11

Paulão, Pedro Miranda, Pedro Paulo, Trambique, Bernardo Dantas e Pedro Aragão - coro e palmas no CD 2 - faixa 11
Repertório
CD1

Faixa 1
“O Samba é minha Nobreza” – Teresa Cristina/Hermínio Bello de Carvalho/Luciane Menezes
“Primeira Escola” – Pereira Matos/Joel de Almeida
“Quem Vem Lá?” – Bide/Marçal
“Queremos Ver” – Antônio Caetano/Monarco
“Mangueira, Não” – Herivelto Martins/Grande Otelo
“Silenciar a Mangueira” – Cartola
“A Voz do Morro” – Zé Kéti
“O Samba é minha Nobreza” – Teresa Cristina/Hermínio Bello de Carvalho/Luciane Menezes

Faixa 2
“Morro” – Dunga/Mauro Rossi
“Gorgear da Passarada” – Casquinha/Argemiro
“Ao Romper da Aurora” – Ismael Silva/Francisco Alves/Lamartine Babo
“Na Linha do Mar” – Paulinho da Viola
“Manhã Brasileira” – Manacéa
“Esta Melodia” – Bubu/Jamelão

Faixa 3
“Batuque na Cozinha” – João da Baiana
“Malandro Pasteleiro” – João da Baiana
“Quando a Polícia Chegar” – João da Baiana
“Patrão, Prenda seu Gado” – Pixinguinha/Donga/João da Baiana

Faixa 4
“Você me Paga o que Fez” – Nássara
“Não é Economia” – Wilson Batista/Haroldo Lobo
“Eu não Sou Louco” – Lupicínio Rodrigues/Evaldo Rui
“Tens de Compreender” – Nássara
“Falta um Zero no meu Ordenado” – Ary Barroso/Benedito Lacerda
“Salário Mínimo” – Ernâni Alvarenga

Faixa 5
“Mulher de Malandro” – Heitor dos Prazeres
“Marido da Orgia” – Ciro de Souza
“Amor de Malandro” – Ismael Silva/Francisco Alves
“Vou Contar Tintim por Tintim” – Cartola
“Dinheiro não Há” – Ernâni Alvarenga
“Se Essa Mulher Fosse Minha” – autor desconhecido

Faixa 6
“Fez Bobagem” – Assis Valente
“É Pancada” – Ernâni Alvarenga
“Vai Trabalhar” – Ciro de Souza
“O Dinheiro que Ganho” – Assis Valente
“Inimigo do Batente” – Wilson Batista/Germano Augusto
“O Vento que Venta Lá” – Ataulfo Alves

CD2

Faixa 1
“O Pagamento Ainda não Saiu” – Geraldo Pereira/Haroldo Lobo
“Coitado do Edgar” – Benedito Lacerda/Haroldo Lobo
“Volte pro Morro” – Benedito Lacerda/Darcy de Oliveira
“Se eu Pudesse” – Zé da Zilda/Germano Augusto

Faixa 2
“Preconceito” – Wilson Batista/Marino Pinto
“Boogie Woogie na Favela” – Denis Brean

Faixa 3
“Mãe Solteira” – Wilson Batista/Jorge de Castro

Faixa 4
“Mandei Fazer um Patuá” – Raimundo Olavo/Norberto Martins
“Pisei num Despacho” – Geraldo Pereira/Elpídio Viana
“Você Está Sumindo” – Geraldo Pereira/Jorge de Castro

Faixa 5
“Um Caboclo Abandonado” – Benedito Lacerda/Herivelto Martins

Faixa 6
“Na Aldeia” – Carusinho/Sílvio Caldas/De Chocolat

Faixa 7
“Oh! Seu Oscar” – Wilson Batista/Ataulfo Alves

Faixa 8
“Chegou a Bonitona” – Geraldo Pereira/José Batista
“Comigo Não” – Ciro de Souza
“Calo de Estimação” – Zé da Zilda/José Tadeu
“Vaidosa” – Herivelto Martins/Artur Moraes
“O que É que Eu Dou” – Dorival Caymmi/Antonio Almeida

Faixa 9
“Foi uma Pedra que Rolou” – Pedro Caetano
“Só Vendo que Beleza” – Henricão/Rubens Campos
“Minha Palhoça” – J. Cascata

Faixa 10
“Carta Fatal” – Geraldo Pereira/Ary Monteiro
“Tá Maluca” – Wilson Batista/Germano Augusto
“Eu não Sou Pano de Prato” – Mário Lago/Roberto Martins
“Não Irei lhe Buscar” – Ataulfo Alves

Faixa 11
“Reza” – João da Baiana
“Cuidado Vovó” – Tio Hélio/Nilton Campolino
“Candeeiro” – Teresa Cristina

Faixa 12
“Natureza” – Manacéa
“Adeus, Mocidade” – Benedito Lacerda/Roberto Martins
“Alegria” – Assis Valente/Durval Maia
“O Samba é Minha Nobreza” – Teresa Cristina/Hermínio Bello de Carvalho/Luciane Menezes
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Clarke Boland Sextet
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Muito
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Pouco
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