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Timoneiro CD
Hermínio Bello de Carvalho - Vários

DISPONÍVEL EM BREVE

Avisem-me quando estiver disponível

Apresentação
Faixas
Ficha Técnica
Apresentação
O quinto cd da caixa Timoneiro é inédito e sua história é contada pelo próprio Hermínio:

Minha visão é a de um compositor que foi privilegiado pela atuação de Zélia Duncan e Bia Paes Leme, duas profissionais de altíssimo nível, que se dedicaram em tempo integral à produção do Timoneiro. É o depoimento de um repórter assistindo ao desenrolar da produção de um documentário. Olivia Hime vinha insistindo para que eu gravasse um cd, eu mesmo cantando minhas músicas. Já estava em andamento a gravação do documentário sobre os meus 70 anos e o áudio do recital que fiz com Mauricio Carrilho e Alaíde Costa no Teatro Municipal de Niterói, que poderia perfeitamente ser revertido para CD – e o assunto estaria resolvido.

Acontece que Zélia Duncan estava se apresentando no Centro Cultural Carioca com um magnífico trabalho, o Eu me Transformo em Outras. E consegui arrastar Kati Braga e Olivia para assistí-lo, e elas ficaram entusiasmadas com o trabalho que eu tanta alardeara. Terá sido esse entusiasmo que fez Olivia sugerir um nome mais jovem para produzir meu disco (não aquele solo, que eu rejeitara). Lembro que falou de um olhar externo sobre o meu trabalho, e a sugestão que fez do nome de Zélia imediatamente me fascinou. Ponderei, apenas, que ela continuava em temporada, e iria gravar em DVD aquele espetáculo e, logo em seguida, entraria em estúdio para gravar seu disco anual. Teria tempo?

A consulta teve logo resposta entusiasmada, e trouxe um bônus: a excelente musicista Bia Paes Leme, que funcionaria como uma espécie de co-produtora e diretora musical – tal como fizera no Eu me Transformo em Outras. Bia eu a conhecera bem menina, fazendo duo musical com minha sobrinha Sheilla. Eu era o seu “tio Hermínio”, tratado reverencialmente. Agora é Mestre-Oficineira das mais amadas da Escola Portátil de Música, cuja classe de pandeiro, ministrada por Celsinho Silva (ex Camerata Carioca) tem como mais nova aluna quem?Zélia Duncan. Faço parte da Escola como Conselheiro, caso não saibam. Ter uma Pop Star como produtora confesso que, a principio, me assustou um pouco. Sou disciplinado, obsessivo com pontualidade, rigoroso com organização. Zélia, no decorrer do trabalho, se tornou um raro exemplo de profissionalismo. Bia e ela juntaram minhas fitas, ouviram dezenas de músicas, trocavam idéias, me estimulavam a procurar obras perdidas – e o disco foi se estruturando e até criando dificuldades: havia um número muito grande de composições inéditas, e a vontade delas de ampliar ainda mais o meu gosto pessoal de misturar as tribos musicais.

Devo dizer que a cara do disco mudou visceralmente, graças ao olhar atento de Zélia Duncan – e com a retaguarda preciosa de Bia Paes Leme, que entende tudo de uma mesa de som, sabe tudo de timbres, é um talento para apontar quais arranjadores para cada música. Claro que, volta e meia, tentei dar meus palpites (“O disco é seu, Hermínio!”, me lembravam com carinho) – mas a atitude meramente contemplativa que tomei foi a mais sábia decisão que poderia ter assumido. Aprendi e reaprendi o ofício.

Apenas em duas ou três situações evoquei minha condição de cúmplice amoroso de determinados colegas – Simone, Alaíde, Zezé – para dar meus pitacos. Elegantíssimas, deixaram-me à vontade. De resto, fiquei apenas colhendo as surpresas que a cada dia aprontavam. Portanto, meus agradecimentos a Zélia e Bia – duas das maiores profissionais que conheci em toda minha longa vida de produtor de discos. Deixo de citar músicos e arranjadores, que constam da ficha técnica do disco – e que não tenho aqui em mãos. Vamos ao repertório:

1) ALECRIM
Coincidentemente, é a primeira faixa do disco e a última música da nova safra a ser composta. Cristovão Bastos chegou para participar de uma das faixas e me mostrou a melodia, belíssima. Pensamos juntos: “é a cara da Zezé”. Logo surgiu o título e o primeiro verso, que anotei apressado – enquanto o parceiro gravava em fita cassete a melodia. Levei pra casa e, dia seguinte, estava pronta. Zezé Gonzaga está na minha vida desde 1951, quando fui lhe solicitar uma foto autografada na Rádio Nacional. Cantei os primeiros versos do Alecrim e ela, chorando, desabafou: “Essa é a minha música”. Ficou sendo. E por decisão de Zélia e Bia, abre o disco e fornece, paralelamente, o conceito do trabalho. Zezé Gonzaga sofreu há dois anos um acidente que a levou a um longo tratamento fisioterápico e também a um fonoaudiólogo – que possibilitaram que voltasse a cantar. A voz continua límpida, cristalina. Deus a abençoe. E homenageando Zezé, Bethânia participa da faixa dizendo parte da letra.

2) AMIGO É CASA
A letra para o choro de Capiba me foi solicitada pelo cantor Gonzaga Leal, de Recife, que a gravou num disco de edição limitada. É uma ode à amizade, e o mote me foi fornecido por um grande amigo meu que sempre enfatiza que “amigo que é amigo puxa o outro pra cima”. Zélia convocou Lenine para juntar-se a Zé Renato, que costumo chamar de Zé voz de água.

3) QUEM MANDOU?
Faz parte de uma safra de quatro músicas compostas com Moacyr Luz. Zélia tinha feito um belo trabalho com o bandolinista Hamilton de Hollanda, um virtuose também como arranjador – o que eu desconhecia. Daquela safra, confesso, é a que menos me atraía. Depois de gravada por Olivia com o arranjo de meu querido Hamilton, é que apurei melhor a função de um verdadeiro produtor. Essa visão externa que eu não tinha da música e de sua possível intérprete foi amplamente captada por Zélia.

4) QUARTA-FEIRA
Ismael Silva eu conheci no fim da década de 50. Ele reaparecendo no cenário artístico, depois de um longo período de ostracismo. Passou a freqüentar meu apartamento na Beco do Rio, quase esquina com a Taberna da Glória. Trata-se de nossa única parceria. Paulinho Moska é paixão antiga, e já trabalhamos juntos num roteiro que fiz sobre meu parceiro Cartola. Mart´nália só a conhecia de palco e de muito carinho que trocávamos a cada encontro. A união das vozes é idéia das produtoras, que trouxeram para o estúdio os músicos que todo sábado fazem choro na feira de Laranjeiras. A letra, penso agora, é também, homenagem ao zelo de Ismael Silva com a gramática e ao seu (raro) humor. Grande Ismael, que estaria fazendo 100 anos neste 2005.

5) MONOTONIA
É uma prática muito comum no mundo da música: a gente admira um colega e logo idealiza uma parceria. A primeira coisa é fazer a promessa de mandar uma letra, e a segunda é descumprir o prometido. Essa letra, antes de parar nas mãos de Celinha Vaz, foi ignorada por diversos músicos. E acho que encontrou o caminho certo. O tal desenlace amoroso que ela aborda foi cerzido de forma delicada, e ainda mais apurada com minha querida Fátima Guedes, uma tecelã das palavras. Ela emoldurou a parceria nascente com essa fantástica musicista e arranjadora que é Celia Vaz.

6) JOGO DA SORTE
Sempre que Cristóvão Bastos e eu nos encontramos, nos prometemos novas músicas. Por enquanto são apenas três. O sonho de ver esta canção gravada por Emilio ou Leny, eu acalentava secretamente. Com os dois juntos, e de forma esplendorosa, isso foi obra de Zélia. Coincidentemente, os dois intérpretes só gravaram uma música minha, o Alvorada (de parceria com Cartola e Carlos Cachaça). Minto: Emilio gravou o Prelúdio da Solidão (Villa-Lobos) que está no CD Cantoria. Emilio e Leny zoaram durante toda a gravação, implicando com o verbo “embaralhar”. Repliquei, dizendo que numa próxima música iria incluir desembaralhar, reembaralhar, e toda sorte de artimanhas que me dá gosto incluir nas letras que faço, justamente para embaralhar meus intérpretes.

7) COBRAS E LAGARTOS
Maria Bethânia estava às voltas com o fim da temporada do Brasileirinho e também com os ensaios da homenagem que faria a Vinicius. Destináramos a ela uma outra música, mas que exigiria um tempo maior de aprendizagem que, rigorosa, ela não dispunha naquele momento. Mas Bethânia, minha dona Maria, advertira: não admitia ficar fora do disco. Lembrei de um samba meu e de Sueli Costa, que gravara naquele célebre disco que fizera com Chico Buarque. O arranjo de Gilson Peranzzetta, e a inclusão de um poema de meu livro Contradigo, forneceram o diferencial. Passou a ser uma música nova, já que é praticamente inédita para ouvidos que não conhecem a antiga versão original. Lembro vagamente que escrevi a letra num guardanapo, e a Teresa Aragão – grande e saudosa Teresa! – a levou pra Sueli musicar, e depois a fez chegar às mãos de dona Maria. Saiu lindo como fez. Senti a presença de meu querido Fauzi Arap naquele momento.

8) TRAMELAS Essa música é, minimamente, de 1975. Lembro porque a cantei com Vital Lima, meu parceiro, num Especial sobre a minha vida, dirigido pela Liana da Rocha na TVE em 1976. Mas havia algo na letra que não encostava na bela música de Vital. Modifiquei-a agora, e sua conterrânea paraense Leila Pinheiro nos devolve a canção que se reporta ao meu velho bairro de Santa Teresa, à minha casa no Beco Ocidental em frente ao então sossegado Morro da Coroa, o bondinho passando carregado de lembranças. A casa, aliás, foi fotografada por Walter Firmo na contracapa do Lp duplo Lira do Povo, agora parcialmente reeditado e que, à época, foi produzido por meu constante amigo e parceiro Mauricio Carrilho.

9)VIDA MADRASTA
Elton diz que o samba é mais meu do que dele. Tanto que ele o havia esquecido. Gravei-o com o violão de Mauricio Carrilho para que Paulinho da Viola e D. Ivone Lara o aprendessem, porque não podia faltar Elton Medeiros nesse disco. Ele aproveitou para alterar um pouco a linha melódica do samba. Bia Paes Leme sempre chama atenção para a beleza da base instrumental armada por quem? claro! Mauricio Carrilho. Paulinho chegou quinze minutos antes de terminado nosso periodo de gravação, e com competência de sempre deu seu recado ao lado da matriarca Dona Ivone, que me honra ser também parceira no Mas Quem Disse que eu te Esqueço, que está num dos discos da coleção.

10) SE DEUS DER BOM TEMPO
São Paulo não é muito pródiga em me fornecer parceiros, e sempre que os encontro é nos bares de meu amigo e irmão Helton Altman. Eduardo Gudin, Vicente Barreto e, agora, Jean Garfunkel – que me trouxe o jornalista e poeta Garibaldi Otavio com o mote que resultou nessa música que a deusa Alaíde Costa, magnificamente, interpretou. Poderia falar horas de Alaíde, que igualmente completa 70 anos neste 2005. Em 1982 gravou o LP Águas Vivas, só com obras minhas com meus parceiros, que agora se incorpora à caixa Timoneiro. A peculiaridade dessa gravação é que Alaíde gravou a chamada “voz guia”. Acontece que Alaíde interferiu no arranjo, e se reservou uma parte a capella – algo perigoso de se fazer, por que ela deveria voltar exatamente num determinado acorde. E, para agravar a situação do técnico, prescindiu do uso do metrônomo. Desnecessário dizer que tudo saiu perfeito, com a predominância da altíssima musicalidade que é sua marca.

11) DESCOMPAIXÃO
Tenho apenas duas parcerias com Francis Hime. Existe aí, se bem observarem, a presença de um Baden Powell se infiltrando na composição. Abro um parênteses para falar da generosidade de minha amada Zélia Duncan. Ela decorou todas as músicas do disco, e praticamente fez ”voz-guia” para todas as bases, como se não fosse a pop star que é. E eu exigi que participasse do disco, era uma exigência pessoal a que ela custou se vergar, porque entendia que, como produtora do disco, não poderia tomar o lugar de um outro intérprete. Bati pé. E a cada música escolhida, dela abdicava em nome de um intérprete que julgava fornecer melhor resultado para aquela música que reservara para si. Foi preciso que Francis mandasse um bilhete carinhoso para que ela, enfim, não abdicasse da única música que restara – e que ela, desde o princípio, por ela secretamente se apaixonara.

12) LABIRINTO
Em todos os meus (poucos) discos, sempre incluí alguns poemas. A própria Zelia, com a concordância de Bia, não se opôs à inclusão do Labirinto, que consta do meu livro Contradigo. Precisei de um violão, e o de Luiz Ribeiro foi perfeito. Propositalmente, o tema de Luiz Ribeiro foi composto no mesmo tom da música que se segue, e que faz complemento à idéia do poema.

13) MIRRA, OURO, INCENSO
Mirra, Ouro, Incenso faz parte de um lote de três poemas que mandei pra meu parceiro Martinho musicar. Devolveu-o a palo seco, sem qualquer acompanhamento para conduzir os caminhos melódicos e harmônicos. Um convite, enfim, para que se utilizasse todas as possibilidades de arranjo, entregue ao Gilson Peranzzetta. Mais uma vez devo falar da generosidade de Zélia. Ela sabe do meu amor e admiração por Simone, cuja carreira testemunhei começar. Pedi licença para atuar junto à minha intérprete, cujo timbre e emoção conheço-os com extrema intimidade. A música de Martinho oferecia possibilidades que eu, num rasgo de extrema e confessa vaidade, me considerava apto a descobrir e devassar, mas desde que na companhia de meu querido Peranzza.

14) MULHER FALADEIRA
Há 10 anos perdi meu parceiro Mauricio Tapajós, que deixou uma parceria musical com Mauricio Carrilho, para que eu letrasse. Tentei há um ano, a pedido de Carrilho, e saiu apenas um esboço. Mas agora não havia jeito: Zélia gostara da música, mostrei-lhe o rascunho da letra - e fui à luta. “Tem que ser Chico e Zeca juntos”, sugeriram as duas. Enlouqueceram de vez, pensei eu. Zeca chegou umas três horas antes, ele e suas latinhas de cerveja. Pedi a Zelia e Bia que Mauricio Carrilho trouxesse os Meninos de Cordeiro, da Escola Portátil de Música, para atacar na seção de sopros e metais. Mais ou menos como perguntar se macaco quer banana. E a alegria de Chico e Zeca em conhecer os meninos mereceria um comentário à parte. Logo o Zeca já convidou os meninos para um encontro com os alunos de sua própria Escola de Música em Xerém. Foi a primeira vez que gravaram junto, acho. A palavra “furdúncio” (também dicionarizado como furdunço) embarafusou nosso Chico, a quem expliquei que era um designativo muito usado por Carminha Rica para classificar uma grossa confusão.

15) VENTANIA
Há quantos anos essa música foi feita? Não tenho esse registro. Terá sido em 1975, pelo que me informou Joyce. Musicou a letra e nunca me mostrou. Cobrei uma parceria nesse novo disco, e ela me aparece com esse presente. E Zélia me traz Monica Salmaso, em quem prestava atenção – confesso – apenas relativa. E com ela veio meu querido Quarteto Maogani, de raras e nobres sonoridades. Não há como não nos remetermos à faixa 2 (Amigo é Casa), porque é a mesma celebração de uma amizade que já se arrasta por mais de 30 anos, ventania leve como essa que Monica e o Maogani nos oferece de forma irrepreensível, num verdadeiro trabalho de resgate musical.

16) SENHORA DA GLÓRIA
Sempre afirmei que não tenho a mesma capacidade de outros letristas de prestar homenagens aos meus ídolos. Quebrei essa auto-desconfiança com um choro pro Jacob do Bandolim e, agora, com esse samba em homenagem à Mãe Quelé, Clementina de Jesus. Meu querido parceiro Rildo Hora apareceu com a música já com todas as indicações instrumentais que desejava. E a escolha de Martinho foi consensual, assim como auspiciosa foi a chegada de Monarco, juntando sua voz à de meu também parceiro de Vila Isabel. Deixemos que a voz da Rainha Ginga ecoe, abençoando a todos nós.

17) TIMONEIRO
Meu parceiro Paulinho da Viola não poderia ficar fora deste disco. Inicialmente, escolhemos um samba-enredo-quase-cordel em homenagem a Cartola, feito por encomenda para o musical Obrigado, Cartola. Mas a produção da faixa era bastante complexa, porque exigia narradores, músicos em profusão e um tempo que não dispúnhamos para oferecer ao Mestre Paulão 7 Cordas e Ignez Perdigão, arranjadores escolhidos. Convocamos um regional de jovens do Município de Cordeiro, ligado à Escola Portátil de Música. De uma visita ao Afro-Samba em Vigário Geral, trouxemos um grupo comandado pelo Elcio. E meu amigo Zé Luiz do Manguezal, que luta pela despoluição da Colônia z-10 de Pescadores do Jequiá, da Ilha do Governador, rebocou a garotada do “Siri na Lata”. E um dos últimos amigos de Mario de Andrade, e também meu particular e queridíssimo amigo, eu o queria presente dizendo um poema meu. Falo do professor José Bento Faria Ferraz, o mítico Zé Bentinho, querido Secretário de Mário. Aos 92 anos, sua voz vocês irão descobrir escorrendo na ampulheta do tempo, se misturando a outras vozes que fazem parte da minha ecologia musical: Mestre Paulão, esteio do espetáculo O Samba é minha Nobreza, e também a bandolinista e cantora Nilze Carvalho; Luciane Menezes, que integrou o Jongo da Serrinha; meu querido parceiro Roberto Frejat; Lecão e Luizinho, do Afro Samba, Roberto Silva – o Príncipe do Samba. Timoneiro ganhando versos novos que fiz especialmente para meus companheiros de folia.
Faixas
01 Alecrim (Intérprete: Zezé Gonzaga / Poema - Maria Bethânia)
02 Amigo É Casa - Cem Anos de Choro (Lenine / Zé Renato)
03 Quem Mandou? (Olivia Hime)
04 Quarta-feira (Mart´nália / Moska)
05 Monotonia (Fátima Guedes)
06 Jogo da Sorte (Leni Andrade / Emilio Santiago)
07 Cobras e Lagartos (Maria Bethânia)  
08 Tramelas (Leila Pinheiro)
09 Vida Madrasta (Paulinho da Viola e D. Ivone Lara)
10 Se Deus Der Tempo Bom (Alaíde Costa / Joyce - participação especial)
11 Descompaixão (Zélia Duncan)
12 Labirinto (Hermínio Bello de Carvalho)
13 Mirra, Ouro e Incenso (Simone)
14 Mulher Faladeira (Chico Buarque / Zeca Pagodinho)  
15 Ventania (Mônica Salmaso / Quarteto Maogani)
16 Senhora da Gloria (Martinho da Vila / Monarco)
17 Timoneiro (Moacyr Luz / Paulão 7 Cordas / Nilze Carvalho / Luciane Menezes / Frejat / Sandra de Sá / Roberto Silva / Lecão (Afro Samba) / Meninada dos grupos Afro Samba e Siri na Lata)
Ficha Técnica
Ficha técnica - Timoneiro:
Direção artística - Zélia Duncan
Produção musical - Bia Paes Leme
Produtor executivo - Luiz Boal
Assistente de produção - Tomaz Secco
Projeto gráfico - Ruth Lima e Chris Caetano / ASDUAS
Arte-final - Julio Cesar Carvalho
Texto - Alexandre Pavan
Revisão de texto - Maria Lucia Rangel
Gravado e mixado no estúdio da Biscoito Fino
Gravado por Rodrigo de Castro Lopes, Gabriel Pinheiro (Cobras e Lagartos) e Fernando Prado (voz de Monarco)
Mixado por Rodrigo de Castro Lopes
Assistente de gravação - Fernando Prado, Flávio Santos e Lucas Ariel
Masterização - Luiz Tornaghi (Visom)
Fotos - Geraldo Rocha
Foto da capa - Ana Branco


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