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Apresentação |
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Para quem enxerga – e escuta – a música brasileira da maneira mais planetária possível, o Garrafieira, que lança seu disco de estréia pela Biscoito Fino, é receita infalível. Samba, tanto pagode quanto jazz, bossa, baião e até música eletrônica, reunidos com a intensidade das orquestras e o insuspeito despojamento de quem trata música popular como coisa abrangente.
“É um, é dois, é três, é mil a batucar”, afirma Vinicius de Moraes, na letra de O Morro não Tem Vez, com música de Tom Jobim, faixa que abre o disco. No Garrafieira são oito os batuqueiros, no sentido radicalmente amplo – e harmônico – da expressão. O grupo é formado por Gabriel Improta (guitarra, violão), Marcelo Bernardes (sax alto), Thiago (saxofones), Alexandre Caldi (flauta), Darcy da Cruz (trompete), Rodrigo Villa (baixo), Cassius (bateria), além da participação de Mariana Bernardes, no vocal pra lá de cristalino.
Egressos do atual circuito de samba e choro da Lapa (RJ), o grupo se reuniu há três anos e desde então vem agregando adeptos de segmentos bem distintos – distinção também no sentido utilizado pelos antigos malandros do bairro carioca. Nos estatutos do Garrafieira, a ordem é congregar, sendo permitido subverter a tradição, sem abrir mão das referências e até de alguma reverência. Temas de Jobim e Vinicius (O Morro não Tem Vez, Lamento do Morro), Chico Buarque (Carolina), Edu Lobo (Casa Forte), João Donato (Bananeira, Até quem Sabe), Dorival Caymmi (Samba da Minha Terra) estão entre os standards recriados.
Seja no tema Mais Pagode do que Jazz, ou no samba Delmiro y Aninha – com letra de Aldir Blanc - o álbum revela Gabriel Improta como um dos bons compositores surgidos num circuito de muitos intérpretes e poucos autores. Os veteranos Darcy da Cruz e Marcelo Bernardes também comparecem com temas instrumentais de autoria própria, em Garrafieirando, Dom Augustine, de Cruz, e Serramar, de Bernardes. Garrafieirando revigora a democracia instrumental, onde cada solista tem direito a seu improviso, e o faz com virtuosismo e variedade. Dom Augustine flagra o samba abraçado com os sons do Caribe, enquanto em Serramar ele aparece de braços dados – e dedos ágeis - com o jazz.
A Bananeira de Gil e Donato que ao longo da história já deu cachos de tendências diversas, ganha versão remix, de Marcelinho da Lua e Marcos Cunha, na faixa-bônus que encerra o álbum. Nos muitos bailes e shows que realiza, sobretudo na Lapa, o grupo conta ainda com os cantores Alê (autor e intérprete de Dona do Jogo, tema da minissérie A Diarista, da TV Globo) e Simone Lial. Dos salões para as pistas, quem está fora também entra, mas quem está dentro não sai.
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Faixas |
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| 01 |
O Morro Não Tem Vez
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4m00s
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| 02 |
Casa Forte
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4m12s
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| 03 |
Delmiro y Aninha
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3m07s
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| 04 |
Bananeira / Tim Dom Dom
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6m14s
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| 05 |
Carolina
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4m57s
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| 06 |
Mais Pagode do que Jazz
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4m13s
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| 07 |
Garrafieirando
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2m58s
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| 08 |
Lamento do Morro
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3m32s
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| 09 |
Dom Augustine
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5m44s
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| 10 |
Samba da Minha Terra
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2m41s
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| 11 |
Até quem Sabe
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3m52s
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| 12 |
Serramar
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3m16s
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| 13 |
Bananeira (remix)
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4m28s
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Ficha Técnica |
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Gravado por Click Cultural Ltda. por Oswaldo Vidigal em 2002
Produção musical: Garrafieira, Rodrigo de Castro Lopes e Oswaldo Vidal
Mixado no Estúdio Biscoito Fino em agosto de 2004
Engenheiro de mixagem - Rodrigo de Castro Lopes
Assistente - Lucas Ariel
Masterização - Luiz Tornaghi (Visom) e Rodrigo de Castro Lopes
Design - Nako
Fotos - Joaquim Nabuco
Equipe Studio Nabuco - Maria Gabrielle (produção), Anderson Pinto, PH e Marcelo Dantas
Agradecimento pela locação - Rio Scenarium
Uma realização Biscoito Fino
Direção geral - Kati Almeida Braga
Direção artística - Olivia Hime
Coordenação de produção - Pedro Seiler
Assistente de produção - Mila Freitas e Joana Cunha
Contato para shows: garrafieira@hotmail.com
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